assim no impulso

o dia estourou quente vermelho se nem tudo é azul ah um último blues e eu aqui no topo sopro nervos couro cócoras tudo enfim maresiado de torpor e véu eu vesúvio chafurdo na vulva beijo o inseto e sopro ele zoa e voa baixo calado inquieto para num último estrondo quem sabe virar pó ou nos buracos da terra matar uma mariposa se é preciso morrer enfim se é preciso estar alerta minha alma nunca repousa dia após dia só desperta só arde e arde só