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de água e carmim

água espera que tanto seca o lugar do silêncio observa a pluma caída do lado de fora de mim e assim nenhuma conserva me enleva ao longo túnel sem fim e eu me embebedo e escondo este frio no calcáreo do fundo do rio e borbulho sem fé sem poder desalmada tola e escrava de açúcar com asas de neve absurda olhar de alecrim esparjo o aroma de sálvia e púrpura doce e à noite convulsa desmaio cativa tão longe de mim esfrego e enrolo alimentos em todas as bocas e lavo todas as fossas com seus excrementos e viro rosa de sangue carmim

eu nunca quis ser madona

no fim e no fundo cada noite um tango me desconcerta uma luta me encolhe e me expande feito fantasma não sei se ando ereta ou se pareço torta ou se sinto estar torta e só talvez esteja certa ou se no fundo tudo é medo ou se a vida é coisa rasa e no fim tudo é simples demais e isso é no fundo o que choca vivo de ensaio e de arremesso e se me considero um projeto ou se alcanço o outro extremo o que é vero é sempre um desmaio que é bem mais difícil mas certo só sei que o sério não se sustenta e no fundo me dá um baita cansaço um enjoo profundo e não compensa no fim boto fora o que camufla e explica cartesianamente desse encolhido ocidente o tamanho coma pouca gente gosta quase ninguém entende sorry sejam pacientes eu nunca quis ser madona inté

do fundo dos vazios de Ponty e Heidegger

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e o lance é o lance o espaço vazio entre o corte e o fio entre a sorte lançada e o nada e o fato é o ato entre o gesto e o efeito o desejo o jeito é estar mudo o silêncio o vazio e o tudo