de ervas e melodias contra a morte

de ervas e melodias contra a morte ergo a axila esquerda bem lenta e meu anjo canta para que meus pelos tremam de novo como estrelas põe minha cabeça desmaiada sobre a macela e o algodão e derrama água com malva em minha língua presa então grito forte de modo que a morte seja mesmo o nada ele sorri como sempre e seu canto me ergue da terra e suas asas embalsamam minha carne viva levanto a axila direita e esfrego o sangue cansada desde menina sempre o amei e sempre soube da eternidade abril 2013 in facebook-